Na capital sergipana, Aracaju, a presença da arte nas ruas demonstra a diversidade simbólica, estilística e técnica que convive com seus cidadãos praticamente desde a fundação desta capital, em 1855. A relação das pessoas que transitam em Aracaju com seus símbolos constrói um imaginário simbólico da cidade e do Estado, sob diversos aspectos. Para tanto, explicitaremos neste trabalho, o contexto da arte pública gerenciada pelo poder público, ou seja, toda aquela intervenção artística encomendada pela prefeitura ou governo do Estado. Tais obras ocupam os mais diversos espaços na cidade e foram aqui adequadas em três importantes centralidades e em 3 períodos distintos: 1) 1855 a 1920; 2) 1920 a 1970 e 3) 1970 até hoje. Enquanto as centralidades são: a do centro histórico de Aracaju em suas três praças (pç. Olimpio Campos, pç. Almirante Barroso e pç. Fausto Cardoso), a dos terminais rodoviários de integração (rodoviária velha, rodoviária nova e terminal da Atalaia) e por fim a centralidade da orla de Atalaia. Cada uma dessas centralidades está relacionada às representações simbólicas do seu tempo e espaço social. Um dos marcos recentes do perfil da arte pública deste ultimo período incorporando novos conceitos e possibilidades foi o elevado Jornalista Orlando Dantas, tendo sido aproveitado na década de 1990 como espaço para painéis artísticos, que perduram até hoje com sua pinturas cheias de representações simbólicas consideradas referências características do estado de Sergipe.
A ARTE PÚBLICA EM ARACAJU: SEUS ESPAÇOS E SÍMBOLOS
Postado por Ivan Masafret às 16:56
Marcadores: antropologia visual., Aracaju, Arte pública, espaço urbano, poder público
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