ENTRE A ARTE E O ARTESANATO: A ESCULTURA POPULAR DE SERGIPE
















No Estado de Sergipe, encontramos três artesãos que são referências ao se tratar da produção de esculturas. Véio, Mestre Tonho e Beto Pezão possuem características específicas, tanto no que se refere ao fazer artesanal, quanto no que diz respeito à forma com que cada um pensa seu trabalho, sua obra e seu meio sócio-cultural. No entanto, encontramos também semelhanças entre eles, que não se demonstram tão evidentes. Para perceber tais aspectos necessitamos de uma visão abrangente dos elementos que influenciam o trabalho de cada um destes artesãos. A “tradição” que se insere na vida e trabalho destes artesãos é um ponto crucial; contudo, faz-se necessário também a percepção que o próprio artesão tem a respeito dos conceitos arte e artesanato. E ainda, a produção do trabalho artesanal é essencialmente voltada para a comercialização, ou seja, o escultor produz com o fim de obter lucro. Neste ponto é imprescindível o estudo de tal fator: a influencia da comercialização, na obra e na vida destes artesãos. Percebemos ai, que existe uma confluência de todos os pontos estudados, ou seja, a tradição e a percepção da arte e do artesanato estão integradas juntamente com a questão da comercialização das obras, as influenciando, nos mais diversos aspectos.


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